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O Rio Zêzere é o segundo maior rio que nasce em Portugal. Nasce na serra da Estrela, a cerca de 1900 m de altitude, junto ao Cântaro Magro, passa por Manteigas e próximo da cidade da Covilhã, seguindo depois para sudoeste, confluindo com o rio Tejo a oeste de Constância, após um curso de cerca de 200 quilómetros.

A sua bacia hidrográfica tem 5043 km² (dos quais 1056 km² pertencem ao rio Nabão). Os grandes desníveis, aliados ao volume de água (por vezes superior a 10.000 m³/s.), representam uma notável riqueza hidroeléctrica, aproveitada em três barragens (Bouçã, Cabril e Castelo de Bode), que produzem anualmente 700 milhões de kW/hora.

O Rio Zêzere é o mais visitado e conhecido dos rios Portugueses pelos canoistas. A montante da Barragem de Castelo do Bode, os canoistas que gostam dos grandes planos de águas calmas encontram aí excelentes condições para varios tipos de canoagem, desde a descida do Zêzere em autonomia, passeios lúdicos ou mesmo treino em embarcações de competição.

O Lago Azul e a ilha do Lombo são alguns dos locais mais conhecidos, no entanto os canoistas nesta zona do zêzere vão encontrar várias pérolas escondidas, desde pequenas ilhas e váreas enseadas e braços de rio. Muito embora possua alguns troços de águas mais agitadas a montante, é o troço entre a Barragem de Castelo de Bode e a Vila de Constância o mais famoso. È aqui que se desenrola a mais conhecida descida do Zêzere, as paisagens que o emolduram, fazem deste troço do rio o mais procurado.


Os canoistas na descida do Zêzere em caiaque podem desfrutar das paisagens das margens do rio onde predominam os bosques ribeirinhos que desempenham um papel fundamental para a sobrevivência de espécies animais e vegetais. Estes locais são o habitat de espécies como a Lontra (Lutra lutra), Garça-real (Ardea cinera), Garça-branca-pequena (Egretta garzeta), Cegonha branca (Ciconia ciconia), Boga-portuguesa (Chodrostona lusitanicum) espécie ameaçada e só existente em Portugal. Neste percurs


Na foz dá-se o encontro do Zêzere com o Tejo onde nasceu a antiga Punhete, terra cuja História está ligada aos rios e às actividades que eles proporcionavam: o transporte fluvial, a construção e a reparação naval, a travessia e a pesca.

D. Sebastião elevou-a a vila e criou o Concelho, em 1571, reconhecendo o desenvolvimento que já então alcançara. D. Maria II, em 1836, mudou-lhe o nome para Constância, em atenção à constância que os seus habitantes demonstraram no apoio à causa liberal.
Diz a tradição que acolheu Luís de Camões por algum tempo, e a memória do Épico faz parte da alma da vila.

 

É aqui que normalmente os canoistas se concentram antes de iniciarem a viagem para o início do percurso da descida do zêzere organizada pela NaturZ ou partem para a descida do Tejo. Todas as manhãs durante a época alta a vila enche-se de cores garridas das canoas e kayaks com muita gente á mistura para fazerem canoagem em Costância.

 

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O Rio Tejo é o rio mais extenso da Península Ibérica. A sua bacia hidrográfica é a terceira mais extensa na península, atrás do rio Douro e do rio Ebro. Nasce em Espanha - onde é conhecido como Tajo - a 1 593 m de altitude na Serra de Albarracín, e desagua no Oceano Atlântico, banhando Lisboa, após um percurso de cerca de 1 007 km. A sua bacia hidrográfica é de 80 600 km² (55 750 km² em Espanha e 24 850 km² em Portugal), sendo a segunda mais importante da Península Ibérica depois da do rio Ebro. Desagua no oceano Atlântico, por um largo estuário, alguns quilómetros adiante de Lisboa, em S. Julião da Barra. Depois de atravessar o planalto de Castela-a-Nova e a Extremadura espanhola, entre desfiladeiros e vales apertados, entra em Portugal. Antes disso, faz fronteira entre Espanha e Portugal através do troço internacional do Tejo, com uma extensão de cerca de 50 km. As margens são rochosas e abruptas e o vale estreito (por exemplo, Portas do Ródão).

Nas suas margens ficam localidades espanholas como Toledo, Aranjuez e Talavera de la Reina, e portuguesas como Abrantes, Cosntância, Santarém, Salvaterra de Magos, Vila Franca de Xira, Alverca do Ribatejo, Forte da Casa, Póvoa de Santa Iria, Sacavém, Alcochete, Montijo, Barreiro, Seixal, Almada e Lisboa.

O leito está cheio de penedias, cascalho e algumas ilhas como a do Castelo de Almourol que pode apreciar e visitar numa das nossas descidas do Tejo . De Abrantes até à foz, o Tejo corre nas planícies ribatejanas, onde deposita nateiros de grande fertilidade e provoca inundações

Estima-se que a bacia hidrográfica do rio Tejo, em território nacional, apresente uma capacidade total de armazenamento de recursos hídricos na ordem dos 2750 hm3, em regime regularizado. Na bacia hidrográfica do rio Tejo é nítido o contraste entre os afluentes da margem norte, com elevadas disponibilidades de recursos hídricos em regime natural, e os afluentes da margem sul, bastante pobres em recursos hídricos.

Em território português o Tejo recebe da margem esquerda o Sever, o Sorraia e o Almansor que, à exceção do primeiro, são rios de planície com as mesmas características do Tejo na sua secção inferior.

Da margem direita o Tejo recebe os rios Erges, Ponsul, Ocreza, Zêzere, Alviela e Maior, que descem da montanha, quase todos de carácter torrencial, sendo o mais importante o Zêzere, que tem a sua origem na serra da Estrela - o maior centro de dispersão das águas do território português.

È entre Belver e a Vila da Chamusca que a NaturZ disponibiliza vários percursos aos canoistas que fazem a descida do Tejo connosco onde podem apreciar diversos tipos de paisagem, fauna bem como passar por várias vilas e aldeias ribeirinhas bem como ver e visitar alguns monumentos como Castelo de Belver, e o famoso Castelo de Almourol situado numa ilha do Tejo.

 

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O Rio Nabão é um rio afluente do rio Zêzere que passa na cidade de Tomar onde existe uma vasta tradição na canoagem. Este nasce em Ansião, a ele junta-se, a cerca de dez quilómetros de Tomar, a nascente do Agroal. O Rio Nabão desagua na margem direita do Rio Zêzere, depois de um percurso de 66 km.

Ao longo do seu curso tem como afluentes: ribeira da Quebrada, ribeira de Caxarias, Ribeira de Seiça entre outras.

A componente vegetal desta zona, aliada à existência das escarpas que marginam o rio e à abundância de água durante todo o ano, vão permitir a existência de uma fauna também rica e variada, começando por uma enorme riqueza piscícola que permite a ocorrência de algumas lontras (Lutra luyta). Ainda na proximidade da água podem encontrar-se os toirões (Mustela putoius) e os texugos (Meles meles), raposas (Vulpes vulpes), coelhos (Oryctolagus cuniculos) e a uma grande variedade de pequenos mamíferos. Várias espécies de morcegos encontram abrigos nas inúmeras grutas calcárias que existem na área.

Destacamos tambem algumas aves de  rapinas como o bufo-real (Budo budo), o falcão peregrino (Falco peregrinus), o falcão tagarote (Falcão subteo). Outra rapina vulgar na região é a águia de asa redonda (Buteo buteo).

Também são comuns, os guarda-rios (Alcedo athis) e o rouxinol (Luscinia megarhyncos). Entre as aves aquáticas há a referir a galinha de água (Gallinula Chloropus), a garça-real (Ardea cinérea), o goraz (Nycticorax nycticorax). Para quem gosta de observar aves e outros animais estas descidas em kayak podem proporcionar alguns avistamentos destas espécies.

Ocorrem em toda esta região do Agroal muitas espécies de anfíbios cuja preença é significativa, desde rãs (Raina ibérica), tritões (Triturus boscai, Triturus marmuratus), salamdras (Salamandra salamandra) e sapos (Pelodytes punctatus, Aluctes obstetricans, pelobates cultripes…). Também os répteis se fazem representar através de várias espécies de que se destacam o cágado (Maurenys caspica), o sardão (Lacerta lépida) e o lagarto de água (Lacerta schreiberi).

Encontramos nas margens do Nabão espécies vegetais tão diferentes como os ranúnculos aquáticos (Ranúnculos peltatus) a zelha (Acer monspessulanus); o zimbro (Juniperus oxycedrus), o carvalho cerquinho (Quercus faginea), repartindo áreas geográficas demasiado próximas, sendo no entanto a paisagem denominada pelo “maquis” onde predomina o carrasqueiro (Quercus coccifera), matizado pela beleza de algumas espécies de orquídeas, alecrim, pilriteiros, medronheiros e outras espécies mediterrâneas.

 

Por tudo isto é que as descidas do nabão em kayak ganharam fama com a possibilidade de observamos algumas destas especies animais e vegetais. A Naturz propociona descidas em kayak em diversos troços do rio desde o Agroal á foz do rio que desagua no Zêzere.

A juntar a tudo isto temos os muitos e bonitos açudes que vamos encontrando durante as descidas em kayak da NaturZ que outrora serviam as diversas fábricas que se dispunham ao longo do rio.

 

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